O erro foi o não

quinta-feira, julho 02, 2015

Talvez eu nunca mais o veja, talvez meu coração prossiga a chorar baixinho, que vez em quando solta um chiado que ao redor as pessoas confundem com miado. E talvez quando o som que transmite confunde-se com um felino eu ainda continue a querer estapear-me pelo fato de achar que mulher que mia é puro dengo de criança mal crescida. Talvez eu continue ranzinza e várias vezes continue sem saber o porquê, ou escondendo a resposta naquele quarto escuro que não aluguei, mas já acredito que está assinado o papel de compra e venda, e feche-me para o mundo, desacreditando nas possíveis verdades que chamas de esperança tenta mostrar. Nunca fui corajosa para mencionar nãos, sempre persisti em erros que me machucavam apenas para amenizar a alma alheia, o sim sempre foi algo que habitou e habita minhas cordas vocais e o consentimento sempre inundou meus olhos. Dizem que um olhar vale mais do que mil palavras, e o meu sempre teve sim’s infinitos que sempre me machucam.

Eu queria, e como nós humanos queremos tanto, não é mesmo!? Queria ter a consciência e clareza há uns dias atrás para ter usado esse sim ridiculo para algo que realmente valesse e me rendesse, mas na única, que minha mente sã recorda-se, vez em que protagonizei o não, o fiz errado. E meu acerto encontra-se longe dos meus olhos. Mesmo que perto na tela, distancia-se quando a brisa compõe aquele cenário gostoso que é o “perto dos olhos”. Hoje, o meu acerto encontra-se unicamente “longe dos olhos e perto do coração”. E acredito que este seja pelo menos metade do motivo que meus olhos derramem-se durante o dia, assim, do nada.
Sob a mesma Lua, ainda. (imagem)

Pois sinto meu coração bater distante. A Evil Queen da minha história não tem cara de Lana Parrilla, e quem dera tivesse, pois eu levaria na maior piada cômica da vida pela simples falta de sentido. Tem face angelical e alma tão emoldurada quanto. Se ler, sabe. Só tive a ciência que me haviam levado quando as cortinas do espetáculo se fecharam antes do término e dos aplausos finais. Hoje fecho os olhos para os olhares tortos, e tais não adentram meu universo que tento manter tão debaixo do colchão, então não lhes permito aplausos, apenas a imaginação.

Por fim, ouvi uma frase enquanto me devaneava em frente à televisão, pronunciada por Miguel Falabella e de autoria de Cecilia Meireles, que dizia assim:
Ainda que sendo tarde e em vão, perguntarei por que motivo tudo quanto eu quis de mais vivo tinha por cima escrito: ‘não‘.”
E me pergunto: por que para uma das únicas das coisas que tanto quis eu utilizei do não quando tantas outras que nunca desejei eu consenti? A racionalidade da mente humana perante ao meio me assusta,e assusta muito, cada dia mais.

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