Dança comigo

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

“Gire o calcanhar e não olhe mais para trás. Perca seu olhar na estrada que te leva para longe e se perca. Perca-se de mim e da mania desprovida dos acalentos anteriores do ontem desprezível. Não me diga, não atenda meu pedido mesmo quando minha voz ecoar desesperada questionando seu pensamento quando estiver a caminho. No seu caminho. Aquele, longe de mim.”

Imagem do WeIt
A observei. E pensei em algo: uma ave. Começou branca, assim como uma pomba correio, mas logo vi algo grandioso. Pensei em uma fênix, não sei porquê. Talvez fossem as palavras que ela vomitava enquanto segurava aquela folha amarela que mais parecia ter sido encontrada no lixo do refeitório. Era como se ela tivesse esquecido o dever de casa e o feito assim que colocou os pés para dentro da faculdade. A invejei. Eu não escrevia daquele modo nem preparando o texto durante semanas a fio. Era dom.

“Ah não. Se eu girar meu calcanhar, será para desfazer meu ato em segundos velozes. Porque não, não quero deixar de observar seu rosto de menina moça, o rosto angelical que esconde tantas palavras cheias de sentimentos que só você conhece. As palavras que eu adoraria explorar. Então não, ficarei aqui, quem te protegerá do mundo? Deixei-os ir, e eu farei diferente. Por favor, moça, dê-me a honra desta dança?”

Ela me olhou. Seus olhos passaram feito um flash por mim e então caíram sobre o professor que lhe passava os velhos sermões. E quando ele lançou-lhe a velha piscadela, meu coração saltou e aquele olhar que acalenta e controla cada batida do meu coração passeou por mim e deleitou-se sobre o meu. Ela assentiu e elevou a voz:

“Eu usaria da maldade da minha mente inquieta e lhe negaria cada pedido apenas por tanto temer. Compreensível seria negar suas insanidades. Pois insanidades quando se cruzam causam tempestades que duram dias, e talvez o mundo não esteja preparado para tanta emoção assim de uma só vez. Mas recusar pedido tão singelo me presentearia com uma bela consciência pesada. Então tome meus pés descoordenados e conduza-me à sua dança que borbulha esse seu olhar. Mergulhe nessa escuridão que é meu coração que se esconde, procure a sua luz que prevalece mas se esconde. Pegue a minha mão e respire fundo.”

Então ela sorriu. 

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