Como eu era antes de você - Jojo Moyes

quarta-feira, julho 16, 2014


“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.
Depois de vários dias de atraso, estando em falta com o projeto com as meninas, tenho minha posição sobre este livro. Demorei um bom tempo para querer continuá-lo. Quem lê minhas resenhas sabe minha dificuldade com livros que jogam a realidade do ser humano na cara de quem lê, livros que não vem para a sua estante com o intuito de lhe dar um final "e eles viveram felizes para sempre" e "fim", rendendo bons sorrisos e sonhos pelo resto da semana. E depois de ler um pouco sobre Como eu era antes de você, decidi que ia pestanejar até tomar coragem de ler. 

Quando comecei a ler, já tomei antipatia por Lou Clarke. De cara a personagem é demitida de um café próximo a um castelo numa cidade história da Inglaterra, e a mulher, aos vinte e poucos anos, se vê totalmente perdida. O que me irritou foi a falta de perspectiva de Lou, sua falta de ambição gritante. E quem bem me conhece, fico aos nervos ao ver pessoas sem perspectiva de vida alguma. Lou, no inicio, era a tipica pessoa que parece querer empurrar a vida com a barriga, e que, no entanto, não possui humildade nenhuma quando a missão é procurar um emprego que lhe garanta algum salário no final do mês para ajudar a família. Ela não possuía qualificação, o que lhe trazia todo tipo estranho de emprego, a não ser fazer um bom chá e um bom  café. Aliás, o café foi o seu único emprego durante seis anos. 

A família de Lou depende dela. Seu pai já está na idade de se aposentar, sua mãe é dona de casa, e sua irmã (fantástica) engravidou, tendo como desejo voltar a estudar para dar futuro a si e seu filho, o que a obriga a largar o emprego. Sobra para Lou.

É quando uma vaga de cuidadora aparece que as coisas começam a mudar. Lou é conhecida por ser falante e simpática, tudo o que a vaga exige, pelo prazo de seis meses. Após a entrevista com a mãe do doente, Sra Trayner, uma mulher de olhar frio, Lou consegue o emprego e passa a trabalhar no dia seguinte. Ela conhece Will, um homem de seus trinta e poucos anos que ficou tetraplégico após um acidente em que foi atropelado por uma modo. O acidente é mostrado logo no inicio do livro. Bom, já se vê tudo da história, não?! Temos um personagem que perdeu seus movimentos, e não é difícil de se adivinhar que ele se torna um homem amargo, frio, reclamão, que não vê mais prazer algum na vida. Exatamente.   

No inicio a relação dos dois é complicada. Porém, aos poucos se conhecem e as coisas começam a mudar. A situação e convivência com Will acabam tornando Lou uma pessoa diferente. A personagem sem perspectiva vai ficando para trás, e trazendo a tona uma pessoa com mais visão de si mesma. E acostumando com a ideia de uma bela história, eis que surge o maior conflito, e o prazo de seis meses de contrato como cuidadora não é em vão. 

Está ai mais um livro que me fez parar e refletir sobre a vida. E eu soube disso desde que li a sinopse. 

Trechos:

“Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente — ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela — obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem."



“Eu dispunha de cento e dezessete dias para convencer Will Traynor de que ele tinha motivos para viver.”

"Só sei dizer que você me transformou… numa pessoa que eu nem imaginava. Você me faz feliz, mesmo quando é horroroso. Prefiro estar com esse você que você deprecia do que com qualquer outra pessoa no mundo."

“Poucas coisas ainda me fazem feliz, e você é uma delas.”

Leia as resenhas da Maya e da Fernanda.

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