Delírio - Lauren Oliver

segunda-feira, março 31, 2014

Antes de qualquer comentário sobre o livro escolhido para Março do A book for three, preciso confessar: Delírio veio em boa hora. Sem mais delongas... 

O amor é uma doença. E antes que a doença tome conta, existe uma cura, a resolução para o amor deliria nervosa. E é disso que se trata essa distopia de Lauren Oliver. É a segunda vez que um livro no qual a sociedade é duramente controlada pelo governo sob ideias exageradas me prende. Posso comparar esse lado da história rapidamente com Jogos Vorazes, que me veio à cabeça em diversos trechos do livro. Mas comparações à parte, vamos ao "Delírio".

Lena foi uma personagem que me fez, logo no inicio, não querer prosseguir com a leitura. Primeiro porquê a falta de emoção em sua narrativa sobre tudo o que acontece ao seu redor me desanimou, e segundo, o conformismo da personagem me fez querer jogar o livro do outro lado do quarto. Identifiquei várias pessoas na personagem, na verdade, identifiquei a sociedade atual nela. Mas eu prossegui, a sinopse e a ideia do livro que chamaram muita atenção, e então, ignorando o jeito de Lena, continuei e me surpreendi com a mudança da personagem.

Aos 17 anos, Lena se encontra ansiosa para a cura. A intervenção que lhe garantirá uma  vida estável, sem dor, a qual não lhe permitirá amar quem quer que seja, de nenhum modo. O amor, é visto como algo que leva à loucuras e ao caus. Sua vontade de obter logo a intervenção atém-se ao fato da mãe ter sido infectada, levando-a ao suicídio, fato que a levou a morar com os tios. O grande porém da história é que Lena conhece Alex, um garoto que muda sua concepção do sentimento "amor", que passa a ser visto com outros olhos pela personagem. E foi ai que vi que valeu a pena não abandonar a leitura, pois Lena deixou-se, sem querer, ser apresentada às emoções.

Achei a história um grande paralelo com a sociedade atual, em que o amor vem em segundo plano. O governo garante que após o individuo receber a cura, já tem seu futuro escrito, e justamente por não sentirem, não correm o risco de fracassar por serem levados pelas emoções. Amar é um erro. No entanto, tirar o direito de sentir não pode ser considerado um erro? Talvez o tal amor deliria nervosa não seja tão ruim quanto ter uma vida monótona e quase robótica.


A história foi bem desenvolvida, e depois que acostumei com a Lena do inicio, me prendeu bastante. O final me fez ir em busca da continuação da trilogia, e agora vamos ver o que Lauren Oliver reservou para o futuro dessa história encantadora. 


“Logo antes de o sol nascer há um momento em que o céu ganha uma cor pálida, inexistente, não é bem cinza, mas um pouco branca, de que sempre gostei porque me faz lembrar de esperar que alguma coisa boa aconteça.” 


“Às vezes sinto-me como se houvesse duas de mim, uma exatamente acima da outra: a superficial, que assente quando deve assentir e diz o que deve dizer, e outra parte, mais profunda, a que se preocupa, sonha e diz “cinza”. Na maioria das vezes, elas se movem em sincronia e mal percebo a distinção, mas, outras vezes, parece que sou duas pessoas completamente diferentes e que posso me desfazer em pedaços a qualquer instante.”


“Todo mundo em quem confiamos, todos aqueles com os quais pensamos que podemos contar, com o tempo acabam nos decepcionando.”

“É tão estranho como a vida funciona: você quer alguma coisa e espera por ela, espera, espera, espera, e parece que está demorando uma eternidade para acontecer. Então, ela acontece, acaba, e tudo o que você quer é voltar aquele instante antes que as coisas mudassem.”



"- Tem certeza de que ser como todo mundo fará você feliz?"


Leia a resenha da Maya e da Fernanda

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1 Comentários

  1. To com TANTA vontade de ler esse livro depois de ter lido sua resenha e a das meninas.

    http://www.novaperspectiva.com/

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Obrigada pela visita! ♥

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