Por que faz assim, Klaus?

domingo, fevereiro 09, 2014

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Um defeito muito preocupante que desenvolvi nos últimos três anos é aderir favoritismo por personagem vilão. Não, não generalize, eu ainda cultivo desprezo por alguns, mas ele (ou ela) tem que ser estupidamente repugnante, o que vejo pouco nas histórias hoje em dia. Parece que a mania pegou, e temo que piore, os vilões estão sendo presenteados com características que deveriam pertencer apenas, e unicamente, aos mocinhos. Afinal, a ideia sempre foi de que o bem sempre vence. Mas não. Os vilões de hoje em dia são desesperadamente interessantes e te fisgam num primeiro ato de galanteio e um breve (brevíssimo) momento de compaixão - The Vampire Diaries que o diga. 

Me recordo bem quando Klaus apareceu na segunda temporada de The Vampire Diaries e, como um vampiro desprezível que deveria ser, moveu várias pessoas a dizer que ele poderia muito bem exterminar os mocinhos e viver feliz como hibrido, pois se tornaria até mais atraente. Eu desconfio que o sotaque inglês de Joseph Morgan contribuiu dois terços com isso, eu mesma fiquei paralisada durante um tempo prestando atenção enquanto ele pronunciava "vampaiá" e "sistá". Porém não, eu torci para que o matassem, ninguém merece mais um vilão cheio de charme para me fazer mudar de lado. Falhou.

A família Originais, sendo os primeiros vampiros a serem criados, bonitos, imortais (vampiros incomuns, difíceis de matar), e irresistíveis, fizeram sucesso e ganharam seriado próprio, para o desespero dos fãs de TVD que garantiram que seria o fim da trama que se desenrola em torno da jovem (sem sal) Elena Gilbert  e os irmão (meio a meio) Salvatore, o que não concordo, sou apaixonada por The Vampire Diaries e, na minha opinião,continua muito boa (e confusa). Agora conto um seriado todo dedicado a centralizar muito vilões cheios de atrativos e mocinhos com características que podem muito lhes encaixar no contexto, e pior, com o Klaus.


Acontece que Klaus voltou para New Orleans, a cidade que ajudou a fundar há muitos anos. Chegando lá ele encontra Marcel, um vampiro que ele mesmo criou e teve aquele velho sentimento que ele preza, mas ignora ao mesmo tempo "família". Marcel agora comanda a cidade e Klaus fica furioso. Quem o conhece sabe que o vampiro de sotaque inglês possui uma forte tendência a querer dominar, como se houvesse apenas ele no mundo, ele quer reinar. Neste mesmo cenário entra Elijah, o irmão Gentleman, outro que já fez muitas maldades durante sua imortalidade mas é de uma gentiliza que Klaus pouco conhece, ou não quer dar espaço mesmo (vide Caroline Forbes), ele entra e tenta reacender um pouco da humanidade do vilão, pois Hayley, a loba que teve um caso com Klaus, está grávida. Seria o sentimento de família renascendo, amolecendo o coração do "jovem" atraente vampiro? Piada. Se Klaus possui algum tipo de humanidade, esconde-a muito bem, e Rebekah que o diga. Já cansei de ver a irmã tentando deixá-lo um pouco menos ruim, mas acho que nem com um milagre. Ele não mede esforços quando o assunto é poder, não consigo entender porque Elijah ainda não desistiu do irmão que manda uma estaca em seu coração na primeira oportunidade de se sobressair.

Às vezes me flagro desejando que Klaus se torne uma figura semelhante a Elijah, mas logo me corrijo e dou conta que a essência do personagem é justamente esta: a maldade. Pior, sua maior missão é confundir, e Julie Plec que não concorde comigo. Talvez Caroline Forbes até tenha amolecido o coração dele, mas não o suficiente para torná-lo o novo Damon Salvatore - Será que ainda me depararei com isso em algum episódio? Não duvido mais de nada. Bom, o seriado segue melhor do que nunca e continuo aqui no meu conflito interno sobre gostar demais desse personagem que eu agradeceria se ficasse mais chato do que é, talvez eu o largasse de vez e ficasse apenas ao lado de Hayley, que parece a nossa - sensível - Elena Gilbert no seriado. 

Só mais uma coisa: Joseph Morgan, por favor, contenha o sotaque. Obrigada. 

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2 Comentários

  1. Klaus é amor pra vida toda, sem nem pensar. Como não amar?
    Hahaha <3

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  2. Sou louca por sotaque britânico, e louca pelo Klaus.. também meio que fiquei torcendo por ele em TVD também e não torcendo, hahaha.. Mas tem o Damon, que é outro vilão e que eu não troco pelo Stefan de jeito algum...

    Em The Originals, outro inglês arrancou meu coração.. Sei lá, nunca havia prestado lá grande atenção pro Elijad. Mas agora em que ele aparece mais, pude ver que ele é lindo, com um sotaque perfeito, e, de quebra, é meio bonzinho.. hahahaha.. Pelo menos isso..

    Beijo e adorei esse post!

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