Agora e para sempre (Now is good)

segunda-feira, agosto 12, 2013


“Momento. Nossa vida é um conjunto de momentos. Cada um, é uma jornada para o fim. Desapegue-se. Isso, aqui e agora, é com certeza um momento.”
Como eu já havia mencionado em um post anterior, não sou atraída por histórias onde há personagens com algum tipo de doença, pois já tenho uma ideia de como termina. O caso é que eu me arrisquei com Agora e Para sempre, por ser estrelado pela incrível atriz Dakota Fanning. Se me arrependi? Nem um pouco. Não teria muito nexo dizer que me arrependeria se não o tivesse assistido, pois não saberia o que perderia ou ganharia com isso, mas no fundo eu sentiria que estaria perdendo algo, mesmo sem saber. 

Apesar de ser um filme direcionado ao público adolescente, onde encontramos loucuras tipicas vividas por jovens, a famosa mania de querer que o mundo se aquiete diante das inconsequentes atitudes, adultos ficariam encantados tanto quanto. Espera! Encantados? Baseada na minha reação, que me assustou bastante pela segunda vez (a primeira foi lendo "A Culpa é das Estrelas"), eu fiquei encantada pelas cenas do filme. É de uma lição enorme. 

“Primavera, narcisos e tulipas. Uma longa viajem de trem. Um pavão. Café da manha na cama. Uma conta conjunta no banco. Te ouvir roncar por anos e anos. Ir a uma reunião de pais, e ouvir que nosso filho é um gênio, na verdade todos os três filhos. Ficar com você, ficar com você, ficar com você. E ficar com você.”
Tessa é uma adolescente de 17 anos apaixonada pela vida. Abandonou a escola após resolver parar com as sessões de quimioterapia que tratavam uma leucemia descoberta há quatro anos. Como qualquer adolescente, ela quer experimentar a vida, e mais ainda após saber que sua vida é uma linha tênue que pode ser rompida a qualquer instante. A personagem possui uma lista de todas as coisas que quer fazer antes de morrer. Eu digo que a história é uma lição de vida, pois me fez refletir bastante sobre alguns pontos da vida que simplesmente costumo ignorar. Um dos itens da lista é se drogar. Bom, foi um ponto que não gostei, apesar de ter sido engraçado quando ela enfim conseguiu tal proeza; foi uma cena bem rápida, e conseguir se drogar não teve tanto sucesso, considerei bem leve, na verdade. Outro item da lista era estar com alguém. Não consegui identificar a palavra "se apaixonar" durante o filme, apenas do estar com alguém pela primeira vez. Entretanto, tenho a impressão de que a única coisa que Tessa queria era que alguém a amasse, além da família, cuidasse dela e que ela amasse na mesma intensidade. E é nesse ponto que entra Adam, o seu vizinho, o garoto que a faz sentir-se viva.
“Quero que esteja comigo na escuridão, para me segurar, para continuar me amando, para me ajudar quando eu estiver assustada, para ir até a beirada e ver oque tem lá.”
Seria muito ruim da minha parte não destacar o pai de Tessa, que na ausência da mãe, que não entendi o porque de se manter tão distante, é o porto seguro da filha, o estepe que Tessa precisa. É bom ver a atenção e preocupação que ele demonstra com ela, o amor e zelo que o fazem se questionar se Adam deve ou não entrar na vida de sua filha, o instinto de proteção é admirável. Aos poucos ele vê o que Tessa realmente precisa, e a harmonia vira um ponto forte do filme. Apesar da doença, a história é calma, os personagens apesar de cheios de conflitos internos, demonstram leveza diante da doença da personagem, assim como ela mesma, que poucas vezes entra em rebeldia.

 É uma história gostosa de ser ouvida, assistida, apesar do ponto ruim que é a doença de Tessa. Como eu já havia dito, me fez questionar certos pontos da vida. O romance é o ponto forte, na minha opinião. É leve e o tipo de romance adolescente que eu costumo esperar ver em filmes jovens (o que pouco vejo, na verdade), doce e intenso, daqueles que dão vontade de se apaixonar pelo menos uma vez na vida.


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4 Comentários

  1. Oi, Brunna! Tudo bem?
    Ai, eu assisti "Now is good" no início do ano e achei tão... tão... lindo.
    Eu adorei o filme. Acho que a doença de Tessa foi abordada com leveza e possibilita ao espectador a refletir sobre diversos pontos da vida.
    O amor de Tessa e Adam é lindo demais e, de fato, dá vontade de encontrar alguém para amar e sermos amadas.
    Eis o link do meu post sobre o filme, caso queira saber das minhas impressões sobre ele: http://ericaferro.blogspot.com.br/2013/01/filme-now-is-good.html.

    Um abraço!

    Sacudindo Palavras

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  2. Fiquei com vontade de ver ^^

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  3. Já assisti e é realmente lindo, e leve. Gostei da forma como você descreveu, tão tocada.
    Acredito que é essa a beleza dos livros, filmes, músicas, etc. : a forma como nos tocam.

    Beijão.

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    Respostas
    1. Também penso assim. Acho que as histórias tem que nos trazer algo que marque, e Now is Good trouxe. :)

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Obrigada pela visita! ♥

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