Gostos e silêncio

quarta-feira, agosto 10, 2011


Em estados sinestésicos, um turbilhão de sensações transbordam o redor que me cerca que me impede de seguir um voo mais alto. Questiona-se se com isso me aborreço, e eu respondo que de maneira alguma estes gostos de saudade, fantasias e lembranças me deixam em desarmonia. Deleito-me no que se diz indispensável, no que se diz inesquecível. Aconselho, na lucidez que me encontro, ao céu que sobre mim contribui com o silêncio, censurar-me por usar de descaso quando digo “no que se diz isso, no que se diz aquilo”; onde põe-se minha cabeça quando digo calúnias como estas? Pessoas não estão a me rodear neste espaço de tempo que tiro para expressar o que em mim se passa e, concluo então, que não seriam elas o motivo de tamanha desfeita. Do que seria feito o hoje se em outrora eu não tivesse passado por poucas e boas, por maravilhas, por dissabores... por tantos sabores? Sentidos se aguçam como numa transformação sem consentimento, e ambos colocados em par embalam-se numa valsa colossal nessa mente que hoje, tão perdida em devaneios e lembranças está. Nos que valsam sob os gostos que está minha mente a sentir, deleito-me sobre a relva de uma utopia. Do feito que por poucos segundos se concretizou ligo os passos que até lá, rochosa e de ingenuidade coberta, meus instintos levaram-me; do mel que toquei, carrego o mais inesquecível doce; do sentido de toque, na lembrança guardo o que minha infinidade de anseios projetou e ainda o faz; de ti, silêncio coletivo, pouco aguardo tantos feitos, espero de ti uma breve calma, breve brisa que embala aquelas as faces que está a minha mente a projetar; dos descontínuos movimentos condenados a interrupções, carrego a ânsia de uma continuidade, a liberdade de uma apologia... Aqui, alma sã, dos meus gostos em silêncio.

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