Deixe estar

domingo, agosto 28, 2011

Noite agitada, mente em completa calmaria. O que faz uma pessoa em meio à agitação permanecer, às vezes, com mente vazia, ou então mente lotada, mas de coisas que a alma acalmam? Aqui, ou ali talvez, escrevo sem muita precisão, não sei onde estou, por onde anda minha maneira de fazer valer. Em meio a confusões completo o que eu queria dizer, mas talvez, dispenso. Algumas palavras deixam de ser necessárias no momento, pois se aqui escrevê-las como dedicatória, mais tarde, ao lê-las, não encontrarei sentido algum. Volto à calma que em mim predomina e observo ao redor, e sob o escuro do quarto, observo passar a menina sob a luz da rua; de onde vem seu sorriso? E essa agitação que noto nesse riso solitário? Possuo a vaga certeza de esta estar lembrando de algo ou alguém... uma situação talvez? Sobre o rosto passo as mãos e tento chegar a uma conclusão: Isso é reflexo? 

Ao redor do quarto, ainda escuro, passo os olhos, sabendo onde está qual e o quê, medito por um segundo e à rua volto a ver. O sorriso se apagou. O olhar da menina a rua varreu. Percebo o que a mim ocorreu e me recuso a ceder à agitação que à mim por um segundo percorreu. Fecho a janela e à calma volto estar. Minha noite é metáfora e, por hora, dispenso essas agitações.

Nisso aqui, nem vejo sentido. 

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3 Comentários

  1. Eu amei o texto. Sobre uma menina que é o avesso do resto?
    Talvez.
    Ou que tenta ser?
    Também.
    Um muito de quem não é padrão, e sim alternativa.

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  2. Tão bom, e ao mesmo tempo tão diferente de muita coisa que se vê nessa blogosfera. Parabéns, viu?

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  3. é melhor quando a gente tem coragem de dispensar os movimentos e momentos da vida, e ficar apenas com o tempo pra gente. É.

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Obrigada pela visita! ♥

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