Momento de um pensamento... único.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

É como estar distante. É como voltar ao desconhecido passivo. Dizer a si mesmo o quanto tudo é claro e raramente raro. Começar a sentir, ouvir, sorrir. Diversas vezes é complicado, outras, tão fácil a ponto de serem chatas. Querer e poder. Não querer e poder do mesmo jeito. Por quê? Queria poder sonhar sem impasses. Trazê-los então para essa realidade calma e distante. Queria poder voar, e lá do céu observar atentamente cada detalhe desse planeta gentil e justo com o mal, com o bem. É claro, é escuro. São luzes, são trevas. É o azul, é o alaranjado daquele fim de tarde, às vezes, esperado. São reencontros, são encontros. São pessoas boas, pessoas difíceis. Têm aquelas próximas e despercebidas, e aquelas longínquas e tão próximas, por um coração, uma razão; um destino.

São meus impasses. Meus sonhos. Meus desejos e realidades. Querer trazê-lo para essa fantasia tão sorrateira algumas vezes. Querer dizer ao facilmente diverso que mora tão longe, mas tão perto pelo coração que não encara distancia como uma impossibilidade, e sim um obstáculo a ser vencido com facilidade.

Existem aquelas perguntas que me fazem chegar ao mesmo ponto de partida. Mas... Como? Como conviver com realidades tão dolorosas e outras tão mágicas e empolgantes? É uma coisa; é outra coisa. É a confusão que invade minha mente juvenil e dispersa diante de algumas coisas. São quebráveis, intocáveis, são para você.

É aquela confusão que agora me faz escrever desse modo. É como ler pensamentos de Machado de Assis, talvez até das confusões de Bentinho em Dom Casmurro. E quem sabe as vontades do pequeno Harry logo de início? E a Nina, minha personagem que tanto procurou e tanto achou? E como lidar com aquele fantasma tão insignificante que invade os sonhos dela? E o vampiro chamativo e atraente? E quanto a mim?

Não sou Anastácia. Não fui adormecida, não sou bruxa, não sou Joana D’Arc. Pobre de quem a julgou por intuito, por compulsividade. Pobre da madrasta da branca de neve que achou reinar sobre a beleza da pobre princesa. Pobre do príncipe que tanto tentou salvar a donzela do dragão em chamas – mas conseguira. E aqui; pobre da inexistência dos contos de fadas infantis e juvenis. São agradáveis a mim. Talvez a ti. Não sei... São perguntas. Hão de me dar respostas? Pois as minhas já tenho.

Confusas, mas as tenho.

Aqui, doce estrela da protegida.

"Amanhã será especial."20 de Fevereiro

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13 Comentários

  1. a palavra impasse sempre me lembra Edward Cullen... ui ui ui.
    seu texto ficou cheio de ritmo, muito bom de ler e lindo. também queria poder sonhar sem impasses, trazê-los dos sonhos pra este lado real :)

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  2. Eis que o mundo das ideias foi criado antes que a realidade, disse Platão. E nessa ideologia se reflete que todos os impasses aqui vividos, todas as ternuras aqui presenciadas, tudo aqui já visto, existiu antes lá. Todos os impasses que aqui vive, foram criados lá, porque lá é um mundo sem limites.
    Eu gostei bastante, vou seguir ta?

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  3. Uau! Demais o seu texto, adorei, de verdade :)
    Parabéns pelo blog, ok ?

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  4. Gostei muito da forma como tu usou as palavras em teu texto. Ficou muito bom e agradável de ler. Beijos!

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  5. Lindo!
    Eei Bruniinha, tem selinhos no meu blog pra vc.
    Bjoo

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  6. ler aqui, é cmo ler um livro belo:)

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  7. Perfeitamente incrivel como usa as palavras rimando e sem enjoar. Escreveu tão bem e com um ritmo perfeito, pensei até que fosse uma musica '
    Muito Booooooooooooooom....
    Beijos !

    Dudu

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  8. Você escreve de uma maneira viciante... *-*

    Confusões e mais confusões.. E ainda me faltam muitas respostas.

    Seguindo ;*

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  9. Você faz as pessoas refletirem simplesmente de mais , adorei

    bjs

    Vitor

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  10. Antes confusas!
    Pelo menos confusas, mas suas, e não de ninguém, e não ausentes!

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  11. amei!!!adoro seus textos,são sempre legais de ler!
    bjos
    mah

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