A campina solitária

segunda-feira, dezembro 21, 2009

"Aquilo podia ser um sonho, alguma viagem utópica de minha mente juvenil, mas não, aquilo fora real. Era a figura mais encantadora que havia visto; tinha os olhos um tanto dourados; como ouro, pele lisa e acetinada, traços joviais, de uma altura elevada a minha, vestia um terno preto; mas era diferente, tinha algo de especial naquilo tudo, pois depois de meu estado de êxtase passar eu percebi um brilho ao seu redor. Um brilho que fez com que eu entrasse novamente em um êxtase inversível. "


E o que era o mais provável e necessário mencionar naquele momento? Era uma campina de uma beleza encantadora e hipnotizante, diferente de todas as outras em que estive algumas vezes durante as férias de inverno. Continha uma gélida brisa, que de leve, fazia meus cabelos dançarem ao vento, sem constrangimento, sem reticências passíveis. Incrível como todo aquele ar fazia com que meus pensamentos voassem para longe dali, mas que, ao mesmo tempo, trazia em uma realidade apenas minha, o que eu tanto imaginava, tomada por toda aquela magia que apenas eu conseguia enxergar na campina repleta de roseiras distantes. Eu acreditava naquela beleza, naquela súplice calada, e naquele momento. Ninguém a conhecia, apenas eu. Fora a coragem de adentrar a densa floresta cheia de lendas que me levara à encontrar finalmente o lugar. O lugar em que eu visitei após aquela noite da visão atrativa e momentânea. Como ele estaria agora? Observando-me de alguma estrela? E tal voltaria a me visitar?

Naquela certa vez, mencionei, disse a mim mesma, que eras filho da noite, limitado a meia noite; mas quem sou eu para afirmar minhas expectativas? Era isso que eu tanto almejava; a resposta.

Ninguém a encontrará. Está sozinha.” Mencionei diversas vezes a mim mesma, cheia de desconfiança por dentro. Estaria mesmo sozinha? Uma coisa eu queria, parar de tanto sonhar com aquela criatura filho da noite, e principalmente, não pensar mais. Queria poder fechar os olhos, adormecer, sem tê-lo em minha mente. Mas ele era como uma tormenta, algo marcado, grafado, escrito; assim, de maneira estranha que me causava a sensação de poder flutuar em seguida, após um raio envolto em mim se intensificar, como ele fizera naquela noite ligeira; como fizera aquela criatura trajada em um terno preto, dono de uma beleza ilimitada... parecendo, até mesmo... um anjo.

Mas anjo não era. E isso me causava calafrios. Como, por quê? Ele não respondeu quando eu o questionei. Apenas ajeitou seu jeitoso terno preto e me extasiou com seu belo sorriso cintilante, e repetira o gesto todas as vezes que eu tornara a perguntar como se soubesse o poder que seus gestos tinham sobre mim. E eu ficava ali, apenas respondendo ao seu sorriso, mesmo não chegando a acompanhá-lo como queria. E então, quando nossos risos tornaram-se compatíveis, sua figura foi transparecendo e então ele desapareceu entre a brisa adocicada que chegava até mim.

Eu estava deitada naquele tapete aveludado da campina, coberta pelo vento com cheiro de rosas, com o sol atacando meus olhos que permaneciam fechados, e revivia em lembranças aquela imagem celestial e tão generosa quando senti algo tocar minha mão, e quando pude finalmente abrir os olhos, após me virar de lado, percebi uma névoa se afastar, distanciando-se vagarosamente dos meus dedos que faziam sinal para que retorna-se. Mas não, novamente ele se fora.

Volte” gritei, percebendo em seguida, após me deparar com o teto de uma constelação artificial, que novamente havia sonhado, e desta vez, ele de alguma maneira, por algum motivo, tivera medo de novamente aparecer. Talvez porque, o sol tomara a campina, era dia.

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15 Comentários

  1. Adorei o texto *-*
    você escreve muito bem.
    Concerteza um dia ainda compro um livro seu ^^

    bjuus =*

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  2. Enfim,é envolvente a história,gostei,belo.
    abraço !

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  3. eu acho que ela tem uma ligação mais profunda do que pensa com o fantasma essa estória pode ate se torna uma estória romantica,quem sabe um dia eles não possam ficar juntos...

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  4. Adorei ficou tão fofo e tão enigmatico.
    Ficou incrivel mesmo.

    PS:vou seguir tá?/se quiser me segue tbm.

    bju ;)

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  5. você escreve muito bem.. eu simplesmente amei! haha :)
    boa sorte com os contos, você leva jeito!

    beijos!
    Giuliana
    http://nadaqueacontece.blogspot.com

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  6. Nossa, eu não li a outra parte, mas te digo que adorei esta. Tão sensivel... Me imaginei na campina, aliás, adoro campinas desde Crepusculo (bicha boba, eu).
    Lindo lindo, querida.
    Mil beijos e adorei te receber no meu blog.
    Feliz Natal!

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  7. Bruna *-* eu sou apaixona com seus textos a mais de 1 mês >..< são tão lindos, e você escreve super beem,ou melhor seu blog é todo lindo.!
    E parabéens por todos seus livros lido, eu tambéem amo ler e muito bom nê,ainda mais quando não tem nada pra fazer *-* só mais é isso parebéens pelos textos !
    Feliz natal, eu vou ficar com saudades dos seus textos, mais espero até terça! UHSAHUASUH'

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  8. que cativante seu texto flor, você tem talento.
    parabéns !

    bjs, e ja estou na sua cola..

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  9. Adorei esse conto *-* Mesmo!
    Feliiz natal & obrigada pelas visitas :*

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  10. Querida Feliz Natal pra vc tb e toda sua familia, que seja repleto de alegria e amor!

    To sem tempo mas nao irei abadonar vcs!
    Obrigada ta pelo comentário.

    HO ho ho
    bjao!

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  11. Oiie amei o blog!
    To seguindo e vou estar sempre por aqui!
    Bjos♥

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  12. Oiew! Apenas retornando o comentário desta vez. ^^
    Feliz Natal!!!

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  13. meldels!
    MUITO LEGAL.
    amei seu blog, vc escreve muito bem.
    bjs

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  14. amei, amei ameiii
    LITERALMENTE AMEI!
    teu blog é lindo.
    já to lhe seguindo
    beijos & borboletas

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Obrigada pela visita! ♥

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