Uma nostalgia utópica

terça-feira, novembro 24, 2009

O largo caminhar, uma nuvem prata e uma música soando lenta em seus ouvidos. E foi assim que ela havia acordado naquela linda e doce manhã de inverno. Nevava lá fora, e o ar gélido e refrescante tocava seu rosto de uma maneira que a fazia sorrir, após alguém lhe favorecer a janela branca aberta ao despertar vagaroso. Os olhos de mel faiscavam em direção aos montes distantes. Mas a praia era ainda mais visível, e suas ondas travessas a faziam soltar risos mágicos a quem os ouvisse. Era incrível, mágico. Ela podia ficar ali com os pés naquele chão branco e macio mesmo que o teto ameaçasse desabar, mesmo que nada tivesse realmente um sentido claro. Mas é claro que havia um sentido para tudo aquilo, a quem ela queria enganar? Um sorriso às vezes depende de coisas incríveis para se formar. Ou não. Mas naquele momento o sorriso tinha um motivo. Qual seria? Estar diante daquela casa, com o gramado tão verde que a trazia vertigens, cobertos agora de neve, talvez, fosse o motivo.

Talvez.

Ela poderia responder claramente, sem impasses, mas ela não sente vontade, pois talvez se abrir a boca o encanto acabe. Falar naquele momento não seria nada viável, pelo contrário, poderia acabar com todo aquele momento mágico e utopicamente nostálgico.

Ela tinha apenas mais alguns minutos até tudo voltar a sua rotina normal. E então ela se debateu sentada naquela neve aparentemente comestível, e pediu, suplicou, para que aquilo nunca tivesse um fim. Faltava mais uma coisa, e o que ela estava a esperar estava cada vez mais próximo. Ela podia sentir a proximidade de algo sólido, talvez, mais sólido até que ela. Mas não. Faltava pouco até o encanto cessar.

Quando abriu os olhos, ela se viu deitada em sua cama macia de sempre, com os olhos fixos no teto que continha uma constelação artificial que ela gostava de olhar antes de dormir. E então se deu por conta de que tudo não passara de um sonho ligeiro e eterno. O gosto dos flocos de neve ainda permanecia em seu hálito, e a brisa gélida vinda dos montes, da praia, ainda a tocavam docilmente.

Então ela sentou-se, segurou uma mão na outra e se perguntou: Como um sonho pode parecer tão real, e nos deixar tão nostálgicos mesmo que nada tenha realmente acontecido?

Enquanto escrevia: Time for miracles - Adam Lambert

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4 Comentários

  1. Ah os sonhos,sabe que as vezes queria nunca sair deles?

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  2. Ah! Os sonhos são as melhores coisas da vida, e é por isso que perdemos metade dela dormindo =x
    As vezes queria poder escolher entre continuar em um sonho ou acordar para a dura realidade.
    Adorei o post !!

    bjus flor ;*

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  3. meu mundo predileto , o mundo dos sonhos *-*'
    obrigada pelo comentário no meu blog, e sinceramente adorei o seu. Vi que gosta da saga de Twilight', também adoro.
    estou te seguindo, ;*

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  4. Os sonhos sao nossas fugas!
    Muito belo o post.

    beijos!

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